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A bandeira francesa é hasteada em um prédio do centro de Paris. É com esse patriotismo que se inicia A Ópera de Paris, a nova produção do diretor suíço Jean-Stéphane Bron. Neste documentário, cujo protagonismo ficou por conta do diretor de eventos de ópera parisiense Stéphane (Stéphane Lissner), o foco é mostrar todo o trabalho que acontece por trás dos palcos. Iluminação, ensaios, locação de espaço, contratação de figurantes são parte dos bastidores que foram mostrados.

Além desse viés, o longa-metragem, sucessor de Cleveland Versus Wall Street (2010), apresenta também fatores externos que influenciam a realização de um bom espetáculo teatral. São eles: greve do sindicato dos atores e problemas econômicos. Apenas esses dois tópicos proporcionaram a toda a equipe de organização de eventos diversas reuniões que tinham como pauta a redução de preço dos ingressos, qual a melhor forma de manter o escopo de atores sem sofrer com os respingos do levante e como, por fim, fazer um bom trabalho.

E a trama começa, a partir daí, a ganhar corpo. Em meio a esse cenário turbulento, a Ópera de Paris decide realizar o espetáculo Moisés e Aarão, de Schöenberg, e, nele, ter como ator coadjuvante Easy Rider, um touro espanhol super musculoso. Com isso, diversas outras tentativas são tomadas pela diretoria para driblar a crise e manter o cronograma de eventos.

Eleito como o melhor documentário do Festival Internacional de Moscou, a A Ópera de Paris, que tem data de estreia nacional marcada para 30 de novembro, também mostra o clima de harmonia entre o elenco e a direção na pré e pós apresentação de espetáculos. Nesse aspecto, o filme nos transporta a esse universo de incessantes apresentações de tal forma que torna possível sentir o cansaço dos atores depois de suas respectivas performances. De fato um longa-metragem culturalmente interessante.