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Cora Coralina - Todas as Vidas, que estreia dia 14 de dezembro nos cinemas, narra a biografia de uma das maiores poetas nacionais, Cora Coralina. No filme são misturados elementos do documentário, com entrevistas de pesquisadores e familiares, e ficção, no formato de encenações de acontecimentos reais e leitura de poesias.

Cora Coralina é o nome artístico de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que só foi lançar seu primeiro livro aos 75 anos e, mesmo assim, é considerada um marco para a poesia goiana. Cora teve uma jornada complicada criando quatro filhos sozinha após a morte do marido. Um exemplo de mulher batalhadora, vendia doces durante o dia para se sustentar e escrevia poemas à noite.

O filme tenta ser poético mas acaba caindo no melodrama e não prende a atenção do espectador. A trilha musical é marcada por um tom melodramático que atrapalha a narrativa que se sustenta no show and tell (quando alguém está narrando sobre um prato, por exemplo, aparece a imagem do prato), ou seja, é uma saída pouco criativa. Entretanto, o filme se utiliza de várias atrizes diferentes, negras, jovens, idosas e afins, para representar Cora durante sua vida, uma sacada muito interessante para demonstrar todas as vidas da escritora apesar da inconstância das atrizes, que ora eram muito boas e ora eram um pouco teatrais.

Por fim, Cora Coralina - Todas as Vidas constrói uma imagem sólida de Cora como mulher mas não como poetisa. Suas poesias marcam algumas passagens mas não se conta muito sobre como foram escritas. O que não é um problema, uma vez que a própria Cora se via mais como doceira do que como poeta.