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Mais uma dupla dinâmica no cinema. O filme Correndo Atrás de um Pai, que estreia dia 18 de janeiro, segue os padrões de uma comédia americana e não inova muito na narrativa, nem nas piadas. O diretor Lawrence Sher aposta em uma história que segue o esqueleto do roteiro de sua série de filmes Se Beber, Não Case!: uma viagem que desencadeia em diversas aventuras inesperadas, desconexas e bizarras. Com um humor mais contido e menos provável de arrancar risadas da plateia, Owen Wilson (Extraordinário) e Ed Helms (Se Beber, Não Case!) atuam como dois irmãos com personalidades caricaturais, não muito difíceis de serem vistos em outros filmes do gênero: o galã e o pouco atraente, o vencedor e o perdedor.

A narrativa da obra é simples: Peter (Ed Helms) é um homem pessimista e encontra-se apático com relação à vida. Divorciado, trabalhando em uma profissão desvalorizada e com um filho que não gosta dele, não consegue vislumbrar nada que lhe motive ou deixe animado. Ao contrário de seu excêntrico irmão gêmeo, Kyle (Owen Wilson), que sempre conseguiu tudo que quis com facilidade e aparenta ter a vida perfeita. Na festa de casamento de sua mãe, Helen (Glenn Close), descobrem que seu pai biológico não está morto, como acreditavam até então, e decidem viajar para encontrá-lo.

Os irmãos não esperavam, porém, que a mãe tivesse diversos relacionamentos ao longo de sua juventude. A busca logo se torna uma aventura que os levam para diversos possíveis pais. O encontro com esses pretendentes é marcado por cenas bastante definidas, que não necessariamente se conectam. Elas são caracterizadas por pessoas e situações inusitadas e estranhas, que procuram empurrar um humor precário para tirar risadas do público, mas que pode muito facilmente causar perda interesse.

Correndo Atrás de um Pai pode não ser inovador, mas possui uma bagagem de atores, como J.K. Simmons e Christopher Walker, que fazem a diferença. Apesar de uma equipe capaz, Sher não consegue trazer algo original para as telas e atrair a atenção do espectador. Uma comédia norte-americana como tantas outras e sem buscar originalidade em nenhum aspecto de sua produção. O intuito é único de agradar e entreter, mas o repertório de piadas clichês não permite de que esse cumpra seu objetivo.