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Nos últimos anos surgiram muitos filmes infantis que merecem um destaque e acabam se tornando febre. Porém, A Estrela de Belém não é um deles, apesar de ser uma produção com parceria da Sony Animation.

O novo filme de Timothy Reckart (Head Over Heels), com data de estreia para o dia 30 de novembro, é uma adaptação livre da história do nascimento de Jesus contada, dessa vez, através dos olhos de um burrinho chamado Bo, que, ao contrário da história original, fugiu de um moinho de grãos e acabou sendo adotado por Maria. Bo tem o objetivo de proteger Maria e seu filho do executor do rei, que foi mandado para se livrar do bebê que foi anunciado como o novo rei, por Deus. Nessa missão de conotação dramática, épica, Bo tem a ajuda do seu melhor amigo, o pombo Davi, e de uma ovelhinha, que eles encontram no meio do caminho, chamada Ruth.

A história é linear e não tem revira voltas, tudo ocorre do jeito que imaginamos que vai acontecer. Bo é o protagonista carismático que torcemos para conseguir proteger Maria, que é uma moça boazinha e que não merece nenhum mal; tudo ocorre da maneira que imaginamos. Isso não é uma coisa negativa, afinal linearidade é algo importante em filmes infantis, porém, do jeito que o filme foi produzido, foi feito para crianças com até 5 anos. Todos os outros personagens são feitos com o intuito de dar um ar cômico ao filme, e em alguns momentos realmente conseguem. A trilha sonora está toda em inglês, o que é ruim, tendo em vista que é um filme infantil e as músicas ajudam a cativar as crianças.

Por fim, apesar dos erros, A Estrela de Belém não é um filme ruim, porém passa longe da possibilidade de vir a ter uma grande bilheteria e destaque.