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Com entrada em circuito regional no dia 2 de novembro, a nova versão de Dona Flor e Seus Dois Maridos, dirigida, dessa vez, por Pedro Vasconcelos (O Concurso) é estrelada por Juliana Paes, Marcelo Faria e Leandro Hassum e será apresentada inicialmente no Nordeste e depois no resto do país. A história, para quem desconhece, é uma reprodução do clássico homólogo de Jorge Amado.

Flor (Juliana Paes) é uma moça trabalhadora e honesta que acaba se casando com um boêmio nato, Valdomiro (Marcelo Faria), mais conhecido como Vadinho, que apesar de ter diversos problemas com vícios, tem o coração de Flor e a satisfaz na cama. Porém Vadinho acaba falecendo num domingo de carnaval e, após superar o luto, Flor se casa com o metódico farmacêutico Teodoro (Leandro Hassum), que diferente de Vadinho é um homem trabalhador e de respeito que dá uma vida confortável e estável a Flor mas, em contrapartida, não a satisfaz na cama. Em meio a essa situação Flor começa a sentir a falta de Vadinho e tenta entrar em contato com ele, mas o espírito acaba voltando dos mortos e decide que vai ficar na terra com Flor, a qual vai tentar resistir à sedução de Vadinho de todas as formas.

A direção é razoável. Há o uso exagerado de contra luz e as cenas são misturadas de forma que o espectador não sabe se aquilo está acontecendo ou é uma lembrança de Flor. Até você entender isso, o filme fica um pouco confuso. E apesar de ser uma história de cunho sexual, as cenas são demasiadamente focadas nisso. O cenário é constantemente a casa e a cama de Flor e quase nunca a cidade de Salvador.

O trabalho de atuação de Paes foi realmente bom, mas não excelente. Em algumas cenas que eram para soar cômicas ela não conseguiu trazer esse ar, mas isso não ocorre em todas. Hassum acaba transparecendo o seu ar engraçado que observamos nos antigos personagens, como no show Os Caras de Pau, mesmo quando não é necessário. Marcelo fez um ótimo trabalho como Vadinho, o tom debochado e boêmio está 100% presente em suas cenas. Afinal o ator já participa da peça da obra há anos.

Por fim, é sim um filme divertido, mas não representa completamente a obra de Jorge, algo que já é esperado, pois ninguém nunca conseguiu o fazer considerando que, apesar de não parecer, é uma obra complexa que apresenta todas as camadas da sociedade baiana mas, com certeza, vale a pena assistir essa reprodução do clássico regional.