Divulgação

A nova sequência de Maze Runner, Maze Runner: A Cura Mortal, dirigida por Wes Ball entra em circuito nacional no dia 25 de janeiro e conta a última parte da trilogia. No filme, o grupo se junta para resgatar Minho, que está sendo usado como rato de laboratório para enfim encontrarem a cura para a epidemia que tomou o mundo, e depois levar todos os imunes a um lugar onde nunca serão encontrados.

O roteiro segue a mesma linha dos últimos filmes, porém não supera o primeiro. Apesar de seguir a mesma linha, A Cura Mortal chega a parecer ser muito grande, ele não prende, não é capaz de fazer o espectador perder a noção de tempo. A direção segue a mesma linha e não há críticas quanto a isso. Os jogos de câmeras são realmente bons, no meio de um cenário apocalíptico, onde tudo está distorcido, o foco na expressão dos personagens refletem seu "habitat", o mesmo vale para os moradores da última cidade, que reflete o exato oposto. Esse é um aspecto crítico e positivo no filme, pois reflete uma situação nem um pouco fictícia que é a segregação de classes, onde apenas a elite recebe o bom, o privilégio, a cura, enquanto o povo definha e não recebe nenhum retorno que viria dos avanços que poderiam beneficiar a todos. O filme gera a pergunta "o povo deve se rebelar?", "a segregação é algo que deveria ser mudado?" e instiga o espectador a querer gerar mudança, caso ele perceba tal crítica.

Quanto à atuação, não há críticas. Dylan O'Brien como sempre não deixou a desejar ao interpretar o jovem Thomas, sempre fiel, determinado e destemido, a expressão refletida no personagem cativa e compele o público a torcer por ele. Kaya Scodelario também está ótima como sempre, interpretando Teresa que sempre tem dúvidas no olhar, mas tenta ao máximo ser fiel a si mesma, e sacrificar o que for para fazer o que acha certo. Ela nos traz uma personagem que, apesar dos defeitos, é determinada a ajudar o mundo mesmo sem ser compreendida e mesmo que isso lhe custe a vida. Todo o elenco segue essa mesma linha e realmente não há críticas quanto a ele.

Por fim, apesar de se tratar de uma ficção adolescente sobre o clássico cenário apocalíptico do mundo, Maze Runner: A Cura Mortal inspira e traz personagens com qualidades admiráveis e que deveriam ser mais valorizadas no mundo contemporâneo, além de criticar a atual sociedade capitalista e segregacionista, e incitar questões válidas na nossa mente para finalmente vermos como a sociedade poderia ser.