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Argentina. É de lá que Nico (Guillermo Pfening) parte em direção à Nova Iorque para tentar progredir na carreira que escolheu. No entanto, o protagonista de Ninguém Está Olhando, a nova trama de direção de Julia Solomonoff, como a maioria dos aspirantes ao sucesso, deixou uma antiga vida para apostar no novo.

Nico, ao arriscar a vida nos Estados Unidos, deixou para trás um antigo produtor, com quem tinha um relacionamento, e seu primo Martín (Rafael Ferro). Com ele, o personagem principal tinha um lazer às escuras. Ambos tinham relações sexuais esporádicas, escondidas da família, da mulher e da filha do segundo. Porém, a vida escolhida faria com que o protagonista presenciasse diferentes realidades de quem busca uma experiência no novo país.

Lá, Nico não tem o sucesso e a felicidade que esperou. Divide um apartamento com a amiga Viviana (Paola Baldión) e a namorada de Viviana, Petra (Petra Costa). Além disso, trabalha em dois turnos. Durante o dia é babá de Theo, bebê de Andrea (Elena Roger) e Pascal (Yen-Pfister). E durante a noite é barman em um pub de Nova Iorque.

A trama se inicia quando Nico, na tentativa de lançar seu filme, reencontra Kara Reynolds (Cristina Morrison), uma produtora de longas-metragens que reacende, no protagonista, a esperança de ser um ator de sucesso. E são com essas questões sociais que Ninguém Está Olhando chegará às telonas brasileiras em 23 de novembro.

A atuação feita por Pfening já é capaz de transmitir, desde o início do longa-metragem, toda a emoção e tensão vividos por Nico. Fora o protagonista, todos os outros personagens foram imersos em uma realidade que revelava a vida de um imigrante latino nos Estados Unidos que, acima de tudo, estava com o visto prestes a expirar.

O tema homossexualidade, bem abordado, diga-se de passagem, mostra, por alguns momentos, que Martín se usava da fragilidade e emotividade de Nico para suprir tesões momentâneos. Mas o segundo, sabendo das intenções do primeiro, dava o melhor para poder se esquivar. Em vão.

No entanto, a produção sucessora de O Último Verão da Boyita (2009), com Julia assumindo a direção, e A Terceira Margem (2014), em que Solomonoff foi produtora, não nos deixa fugir de seus temas centrais: Imigração e a vida no exterior. Esses, por sua vez, vêm acompanhados da mensagem de esperança e de persistência nos sonhos e desejos trazidos pelo longa-metragem Ninguém Está Olhando.