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O Jovem Karl Marx não é apenas mais um filme biográfico, nem mesmo tendencioso. Ele vai muito além das expectativas. Ao abordar uma figura tão emblemática como Karl Marx (interpretado por August Diehl), o diretor, Raoul Peck (diretor de Eu Não Sou Seu Negro, indicado ao Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem), nos mostra uma versão humana do filósofo e economista mais polêmico da contemporaneidade.

A história não se foca apenas nos ideais de Marx, mas também sua vida pessoal, suas relações interpessoais e seus anseios. Além disso, apesar do nome, o longa gira em torno também de Friedrich Engels (Stefan Konarske) e o período em que escreveram o Manifesto Comunista. O filme apresenta também outros nomes importantes para o desenvolvimento do trabalho de Marx, como Proudhon e Weitling, além da famosa "Liga dos Justos", que mais tarde viria a se tornar a "Liga dos Comunistas".

O filme se passa nos cenários mais marcantes da trajetória de Marx, como Paris após ser deportado da Prússia, Bruxelas após ser deportado da França e Londres, com uma cronologia bem fiel à realidade. Percebemos que Peck teve muito cuidado ao escrever o roteiro, se atentando à fatos e diálogos, tentando fugir de achismos e ideologias próprias.

O Jovem Karl Marx é um filme indicado para quem se interessa em saber mais sobre o filósofo que revolucionou o comunismo para o nível científico e se aprofundar no período histórico de grandes mudanças para o cenário econômico mundial. O filme estreia no dia 28 de dezembro nas terras brasileiras e será distribuído California Filmes.