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Músico não estava sob influência de drogas no momento da morte

A autópsia do corpo do ex-vocalista do Linkin Park, Chester Bennington, foi divulgada ainda hoje e publicada primeiramente no site TMZ. A análise identificou que o corpo de Bennington tinha álcool no momento da morte, e não drogas. O batizado Chester Charles Bennington faleceu em julho deste ano aos 41 anos.

O estudo, disponível em PDF, contém uma seção do oficial de polícia que encontrou o corpo do vocalista. No local em que Chester Bennington morreu havia uma cômoda com uma prescrição médica para o consumo genérico de Ambien, um remédio indicado para pessoas que sofrem de insônia, e uma pílula quebrada ao meio. Porém, o nome da pessoa a quem foi sugerido o medicamento foi rasurado.

A polícia ainda informou que no local foram encontrados um copo de Corona meio cheio e uma garrafa de Stella Artois lacrada. Além disso, um diário com uma biografia manuscrita foi identificado. Não houve nota de suicídio."A autópsia realizada suspendeu a hipótese de suicídio. O que existia era uma ideação à prática", afirmou o policial.

O TMZ reportou que a ex-mulher de Bennington, Talinda, havia informado as autoridades de que o cantor já havia tentado suicídio em 2006, quando saiu de casa com uma arma após beber em demasia. Suas unhas, segundo ela, haviam sido encontradas embaixo de seu iPhone, o que era um hábito dele quando ficava ansioso. Talinda ainda contou um episódio em que Bennington deixou de tomar antidepressivos por um ano após saber que ela estava fazendo um tratamento ambulatorial.

Amigos do cantor disseram à revista Rolling Stone que, no último ano, Chester Bennington estava lutando para manter a sobriedade.  Um mês antes de sua morte, o cantor havia dito a Ryan Shuck, guitarrista e vocalista da banda de rock eletrônico Julien-K, que estava sóbrio há seis meses. Quando Shuck lhe disse que também estava lutando pelo mesmo motivo, Bennington lhe enviou uma mensagem de apoio. "Ele descreveu hora por hora de sua batalha contra o vício", disse Shuck. "Quando eu olho para isso agora, é assustador! Ele estava me dizendo, detalhadamente, o que faria na primeira hora que quisesse beber: 'Eu beberia hora por hora todos os dias'", relatou.

Naquele momento, Ryan Shuck disse saber que Bennington estava bebendo na hora da morte. "Nós não sabemos o quanto ele bebeu. Mas isso não interessa quando você é um alcoólatra que está lutando contra o vício na intensidade que ele me descreveu", contou.