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Desde a Antiguidade, os afetos trazem inquietação aos filósofos. Talvez o amor seja a maior delas. Afinal, como defini-lo? O que amamos quando amamos? Hoje, numa sociedade marcada pela desconfiança, quais os limites das paixões? Diante de tantos questionamentos, a editora Papirus lança O Que Move as Paixões, resultado de um debate estimulante entre os filósofos Clóvis de Barros Filho e Luiz Felipe Pondé.

Os autores mostram como os pensadores, tentaram explicar as paixões e como lidar com elas. Pondé observa que, "para que possamos pensar em afetos, amor, paixões etc., precisamos ter certa reverência por eles. Porque eles são perigosos". Para Clóvis, "cada vez menos, nos autorizamos a expor os nossos afetos, pois isso significaria expor, também, as nossas fragilidades”. E “revelar a própria fragilidade, só no último momento, em desespero de causa", brinca.

Isso porque as pessoas estão muito dispostas a julgar e a condenar o comportamento do outro, fazendo com que os afetos sejam escondidos. A internet facilita esses julgamentos, principalmente nas redes sociais, onde todo mundo é mídia, mas onde também é possível haver experiências de amor. "As redes sociais são formas de manifestação, de relacionamento e de produção de afeto que inexistiriam se elas não estivessem ali. Isso para o bem, quando a manifestação produz em nós algo positivo, como um aplauso, um reconhecimento, ou uma crítica para que melhoremos, nos aperfeiçoemos; isso para o mal, quando ela é destrutiva, lesiva, corrosiva etc.", pontua Clóvis.

O livro está disponível nas melhores livrarias, a partir de R$ 34,90.