Diego Pinheiro / Allmanaque
(Da esquerda para direita: Victor Lamoglia, Luiza Prochet, Bárbara Maia, Cláudio Boeckel, Maitê Padilha, Mara Lobão e Rafael Gevú)

Em coletiva de imprensa, elenco demonstrou parceria e sintonia
 
Um dia nublado e quente na cidade de São Paulo (SP). No Shopping Iguatemi estava agendada para as 13hs de ontem (12/01) a coletiva de imprensa do longa-metragem Gaby Estrella: O Filme. Após um coffee break pós cabine, todos os jornalistas, críticos, até mesmo crianças se reuniram em uma das salas Cinemark para conferir o evento. E foi ali, com a chegada do diretor Cláudio Boeckel, da produtora executiva Mara Lobão e de parte do elenco composta pelos atores Maitê PadilhaLuiza ProchetVictor Lamoglia, Rafael GevúBárbara Maia que grandes declarações aconteceram.

Dando início à coletiva, o diretor tomou o microfone e situou os presentes sobre do que se tratava a produção, uma adaptação da série homônima exibida no canal Gloob entre os anos 2013 e 2015, compreendendo três temporadas de episódios que giravam em torno dos 30 minutos. De acordo com Mara Lobão, com base no modelo mercadológico norte americano para série infantil, desde o início a intenção era fazer com que a série fosse versátil. "Nós produzimos a série com o intuito de que ela se tornasse outras coisas, virasse um produto, um filme e circulasse em outros países", explicou.

Para esse processo, apesar de Mara revelar que se inspirou em séries estadunidenses como iCarly e Hannah Montana, a vontade do corpo técnico era de criar uma história brasileira. "As piadas, as músicas, a ambientação são bem brasileiras. É uma história feita por brasileiros para a audiência brasileira. Acho que o Cláudio entendeu a ideia desde o início e conseguiu a imprimir no filme lindamente", declarou.

Completando o comentário, Boeckel afirmou que, abordando um conteúdo com discussão de valores ético-morais, o filme foi feito com amor e carinho, fazendo assim com que a equipe se tornasse uma grande família, mesmo para os atores Victor Lamoglia e Luiza Prochet, que entraram no projeto Gaby Estrella apenas na produção do longa-metragem. "Um dos maiores orgulhos que a gente tem desse trabalho é o amadurecimento e essa construção, não só como atores e artistas, mas como cidadãos também. Porque a relação deles que conseguimos que conseguimos imprimir com esse trabalho é uma realização muito grande com relação ao ofício, do sagrado do ofício", contou.

Sentindo-se orgulhosa do projeto, a atriz Maitê Padilha, que no longa vive a protagonista, revelou que Gaby foi sua primeira personagem da carreira. "Eu sou muito grata não só por ter tido essa oportunidade, mas também por ter sido um projeto em que eu aprendi e cresci muito, como pessoa e como profissional", emocionou. Maitê, assim como Cláudio Boeckel, reforça a ideia de família ao relatar que houve cuidado em ensinar a atuação, solicitude por parte do próprio diretor.

Mesmo com tantas coisas positivas, uma produção cinematográfica sempre guarda dificuldades que são enfrentadas por toda a equipe, seja a técnica ou o próprio elenco. Como Gaby Estrella é um filme que contém um corpo de atores que, na sua maioria, ainda é menor de idade, uma das principais complicações, segundo Boeckel, foi adequar a agenda de gravação com o horário de disponibilidade dos atores. "Acho que a grande dificuldade acaba sendo essa equação", concluiu.


 Diego Pinheiro / Allmanaque

Bárbara Maia e Luiza Prochet, que vivem personagens com características bem particulares na produção, disseram que, para elas, a maior dificuldade foi se adequar aos costumes e gostos dos personagens. A começar pelo exemplo Rita de Cássia, vivida por Bárbara, que é imersa em um universo cor-de-rosa. "Foi muito difícil vestir rosa! Eu só uso roupas de tonalidades básicas quando eu saio pra rua. Não faço parte do mundo rosa da Rita", riu. Luiza, por sua vez, viveu a vilã Natasha. Sobre o comportamento que deveria ser empregado no papel, a atriz frisou, diversas vezes, que era de uma pessoa nojenta.

Responsável por dar humor tanto no filme quanto na coletiva, o ator Victor Lamoglia arrancou risos ao contar casos específicos do filme. O primeiro foi que, para captar um take específico, ficou meia hora ensaiando pegar um sapo devido ao seu medo, que também era sentido quando em contato com galinhas. "Tenho medo de tudo!", brincou. Outro ponto curioso foi a intimidade em, segundo ele, na última cena em um dos dias de gravação, dar o apelido de costeleta ao ator Rafael Gevú, par de Maitê Padilha tanto na produção quanto na vida real, devido a costeleta que tinha de empregar ao personagem.