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Atividades descentralizadas alcançam públicos que, muitas vezes, não entram em contato com o audiovisual para além dos cinemas comerciais e das televisões. Tendo ciência disso, o RECIFEST (Festival de Cinema de Diversidade Sexual e de Gênero) amplia o debate e discussões acerca dos gêneros e das sexualidades nos dias 16, 17 e 18 de novembro em quatro pontos distintos da cidade, como a Colônia Penal Feminina Bom Pastor, zona Oeste do Recife, e a sede do Centro Cultural Daruê Malungo, localizado no bairro de Chão de Estrelas, área limite entre as divisões municipais das cidade de Recife e Olinda.
 
"As dificuldades de escoamento da produção audiovisual pernambucana e nacional acabam resultando, muitas vezes, num modelo de distribuição restrito e inevitavelmente elitizado que circula em poucas salas de cinema, geralmente de público específico e reduzido. As ações de itinerância nos festivais, como sair de nossa sala principal, que é o Cinema São Luiz, por exemplo, é ao mesmo tempo um movimento de se aproximar de outros espectadores nos espaços que eles já ocupam para discutir juntos gênero e sexualidade a partir do audiovisual, bem como uma forma de introduzir um convite a estas pessoas estarem presentes também nas sessões no centro da cidade, onde exibiremos os filmes das mostras deste ano", pontua Rosinha Assis, produtora executiva do festival.

O evento produzido pela Panela Produções Culturais e Casa de Cinema, incentivado pelo Funcultura do Governo do Estado e por outros parceiros de forma voluntária e colaborativa, acredita no cinema como ferramenta fundamental na desconstrução da LGBTfobia, machismo, misoginia e de todos os outros sistemas de opressão e por isso aposta na Mostra RECIFEST na Comunidade, na qual serão exibidos alguns dos filmes premiados nas edições 2015 e 2016 em telas deslocadas do Centro do Recife. As sessões acontecerão sempre de forma gratuita.